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por Jean-Marc Sanchez

Directeur Marketing Technique



Um grande número de microorganismos benéficos, que podem ser descritos como probióticos, estão presentes nos solos. Eles são mais abundantes na área do solo muito próxima às raízes, conhecida como rizosfera. Estes microorganismos rizosféricos vivem em parceria com as raízes e fornecem serviços como o aumento da disponibilidade de nutrientes e a absorção de plantas, podendo, portanto, ter um impacto positivo no rendimento, na resiliência das plantas ou ajudar a controlar patógenos.

Explicamos como estes seres vivos podem ser úteis para você.

O termo probiótico foi utilizado pela primeira vez nos anos 1960 para descrever a capacidade que alguns microrganismos têm de sintetizar substâncias naturais tendo um efeito benéfico na produção e crescimento das plantas.

O probiótico, diferentemente do antibiótico (contra a vida), consiste em favorecer a vida pela inoculação da estirpe com microrganismos benéficos. Quanto aos microrganismos nefastos que qualificamos de patógenos, eles se encontram em situação de concorrência e sua proliferação pode ser limitada. No mundo animal e no mundo vegetal, os microrganismos são majoritariamente benéficos e não patógenos.

1 - Microorganismos na rizosfera

Os microrganismos na rizosfera interagem com a planta ao nível das raízes. É onde se encontra a flora microbiana mais rica. Gostamos de fazer um paralelo com nosso intestino que também é repleto de uma flora indispensável e fascinante. Como um intestino revirado, as raízes possuem pelos absorventes próximos dos quais encontramos importantes colônias microbianas. São os exsudatos radiculares emitidos especificamente pela planta que atraem e estimulam esses microrganismos benéficos para ela.

As rizobactérias são como a flora intestinal das plantas.

2 - As bactérias favorecem o crescimento das plantas

Nessa flora, encontramos bactérias capazes de estimular e/ou proteger a planta graças a um ou diversos mecanismos: excreção de fitormônios no meio, solubilização de elementos minerais bloqueados no solo, fixação do nitrogênio atmosférico, redução do nível de certas doenças no solo (por competição ou superparasitismo).

Por exemplo, o Bacillus amyloliquefaciens IT45 tem uma grande capacidade de solubilizar o fósforo. Essa bactéria é particularmente útil quando as necessidades de fósforo são significativas nos solos cujo pH é elevado, nos quais o fósforo tem tendência a ser fixado pelo cálcio. Isso acontece principalmente nas culturas de legumes com ciclos curtos, como a alface, a couve-flor ou a alcachofra, que apresentam necessidades instantâneas em elementos nutritivos importantes. A bactéria o permitirá efetivamente encontrar imediatamente os elementos minerais dos quais precisa e absorver mais facilmente o fósforo, com expectativa de rendimentos suplementares que podem atingir os 20%.

Bacillus IT45 libera o fósforo na proximidade imediata das raízes.

3 - As micorrizas

Outros microrganismos estimulam o crescimento radicular da planta e aumentam sua capacidade de absorção. Um melhor sistema radicular favorece a nutrição por uma melhor prospecção do solo para buscar água e elementos nutritivos, sinônimo de melhor rendimento para o agricultor.

É particularmente o papel dos fungos micorrizanos que vão desenvolver uma relação simbiótica com as plantas. Esses fungos penetram no interior da raiz onde as trocas ocorrerão. A planta retrocede ao fungo açúcares oriundos da fotossíntese que ela não pode sintetizar. Paralelamente, esse último vai desenvolver uma rede de filamentos microscópicos capazes de se infiltrar em todos os interstícios do solo e prologar verdadeiramente as raízes da planta hospedeira, aumentando sua zona de exploração para um custo energético mais baixo do que quando fabrica suas próprias raízes. Essa rede miceliana vai levar para a planta a água e os elementos nutritivos dos quais ela precisa. Sabemos, hoje, que trocas entre plantas podem também ocorrer através da rede miceliana. Árvores de uma mesma floresta podem, assim, conectar entre si.

O recurso aos fungos micorrizanos é interessante no escopo das culturas perenes (viticultura e arboricultura) e particularmente nos solos difíceis de prospectar ou marcados por déficits hídricos.

Chamamos de micorriza o resultado da associação simbiótica entre os fungos e as raízes das plantas.

4 - O trabalho em sinergia

LALLEMAND PLANT CARE demonstrou uma real eficácia do trabalho combinado entre o Bacillus e as micorrizas para fornecer acesso a mais nutrientes e ao aumento dos benefícios.

A combinação de um fungo micorrizal com uma bactéria rizosférica solubilizante do fósforo aumenta os efeitos individuais através de um modo de ação sinérgico.   Pelo intermédio da rede de hifas desenvolvida por um fungo micorrizal, as bactérias rizosféricas poderá liberar (disponibilizar) uma quantidade exponencial de nutrientes e encaminhá-los mais abundantemente para a planta a fim de aumentar suas ações benéficas.

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